À flor da pele: Deixa que ele fala

vozdocoraçãoOs dias frios de inverno nos levam pra longe da gente, de repente o caminho parece diferente embora não se tenha saído do lugar. Não sei se saberá do que falo, mas é como não reconhecer-se, como mudar e nem se dar conta disso. Dizem que faz parte da vida, que é uma fase da qual todos passamos, mas esqueceram de dizer como sair dela, ou quanto tempo dura essa sensação de não saber bem que é, ou o que quer. E a gente anda em círculos, brinca um pouco de roda pra tentar tornar tudo divertido, mas ainda estamos em círculos. Um lado, o outro, tentar, ficar, arriscar, pensar um pouco mais, acabamos sem sair do lugar talvez de tanto achar que pensar resolveria. No fundo, a realidade é que a gente sabe o quer mas a questão é poder querer, descobrir qual a coisa certa a fazer, e acho que não há confusão maior e mais angustiante de não saber se o que quer é certo. Acho acima de tudo que o coração deve ser livre, e muitas vezes temos mesmo é que enfrentar um mundo de dores de cabeça e noites mal dormidas para descobrir que no fundo a felicidade é sempre a melhor opção e não vai ser razão ou neurônio nenhum que te dirá isso, vai ser mesmo a voz do coração. Calar a mente por alguns instantes pra poder ouvir o que ele quer dizer, para poder ouvir qual sua vontade. O coração muitas vezes se joga sem pensar e está sempre sujeito ao arrependimento mas de uma coisa é certeza: ele não gosta de passar vontade e tem horror a ficar estático, gosta mesmo de caminhar, seguir em frente, seja como for. 

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À flor da pele: 17 anos

Quando eu tinha meus 10 anos, meu maior sonho era me tornar de fato uma adolescente, poder curtir festas, amigos, badalos, meu próprio dinheiro e toda a agitação que a vida de uma garota de 17 anos tem. Hoje eu estou com 17, cheia de dúvidas, confusões, problemas mal resolvidos, mil filmes pra assistir no fim de semana e nenhuma grana. A vontade de festas foi trocada pela vontade de conseguir conversar, com meus pais, com meu irmão, com meu namorado. Os vários amigos foram embora porque não eram amigos de fato, me sobraram os bons e fiéis que aliás me fazem muito feliz. Não estou dizendo que a pior coisa do mundo é ter 17 anos, mas é que quando se é mais nova parece bem melhor. E não basta o peso de ter que decidir quem serei daqui uns 4 anos, as mil e uma responsabilidades que a escola exige ( e que acredite, vão piorar no mercado de trabalho), a vontade incontrolável de tornar todos os seus planos reais, ainda tem a cobrança da sociedade. Você precisa ter sua própria personalidade e ela não pode atrapalhar as pessoas ao seu redor, ok? Você precisa se sair bem em tudo que fizer e tem que escolher uma carreira promissora, caso contrário será fracassada e seus amigos que vão pra federal caçoarão de você. Você tem que ser uma filha obediente, paciente, uma amiga equilibrada e compreensiva e uma namorada amável e disponível. Jogam tudo isso sem nem perceber e quando se dão conta já estamos a beira da loucura tentando controlar os hormônios, estudar pro vestibular E pra escola, encontrar nossa própria personalidade, remoer os sentimentos ruins, aflorar os bons, decidir nosso futuro e ainda encontrar tempo para o namorado, para a família e para fazer as coisas que ama. Fácil? Nem um pouco. E não importa se você não para em casa um segundo ou se passa o dia todo em casa, acredite, ser adolescente nunca é fácil. Isso aqui não é sobre nos colocar como vítimas, pelo contrário, é fazer com que percebam que merecemos gentilezas e muita compreensão. Adolescente precisa de conversa, de alguém que pergunte sobre como se sente em relação às mil dúvidas e confusões que surgem na mente, de alguém que os toque o coração e os faça sentir importante nessa humanidade. Adolescente precisa de alguém que tenha tempo pra conversar olhando nos olhos, disposto a esclarecer e mostrar um caminho, de alguém que cobre menos e ofereça mais. Adolescente precisa de alguém que o compreenda no seu jeito de ser e que não imponha apenas uma escolha. Adolescente precisa enxergar que ele não precisa ser só um, porque ainda há tempo de ser todos que quiser ser. Há tempo de errar e voltar atrás, há tempo de dar meia volta e começar de novo se for preciso. Há tempo de caminhar atrás dos sonhos desde já, há tempo de conhecer todos os amores até descobrir o verdadeiro. Há tempo de ser quem você quiser, independente do que seus amigos (e principalmente seus inimigos) dizem. Porque lá na frente eu sei que sentiremos saudade, das dúvidas, dos hormônios que nos deixam sem medo de nada, dos amores, das festas, e até do esforço com os estudos. Lá na frente precisaremos trazer um pouco da alma do adolescente, pra não levar a vida tão a sério, pra ter uma ideia genial no trabalho, pra saber aproveitar os momentos. Porque nós adolescentes temos essa alma que valoriza o momento, que aprecia o riso, o estar com os amigos, os sonhos. Temos essa alma que quer viver mais e pensar menos. E um dia, lá no futuro, quando a vida apertar precisaremos deixar de pensar para então voltar a viver.

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À flor da pele: A arte de observar

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Eu quero ser o mistério, a venda que cobre, o olhar que observa parcialmente, calmamente, atentamente. Eu quero ter um pé atrás, não entregar-me de bandeja assim. Quero ter a graça de ver-te me descobrir, pouco a pouco, só pra sentir o prazer de me querer um tanto mais a cada dia. Eu quero te olhar devagar, como quem não quer ter os olhos capturados com medo de que eles digam o que não pode ser dito. Eu quero ir devagar por não querer me decepcionar. Eu quero ficar sempre um pouco atrás, porque confio de menos e sinto demais. Não é que eu queira me esconder, mas a vida já me pegou tanto de surpresa que agora eu quero mesmo é não dizer tudo, calar para ouvir mais,absorver mais e compreender mais. Eu quero provar sua coragem de me entender, quero conhecer o tamanho do seu interesse em quem sou. Quero ser um enigma, que confunde, que dá medo mas que traz paz por ser compreensiva. Quero ser do tipo que ninguém entende, que deixa tonto, que faz querer ficar pra tentar mais uma vez. Quero fazer a diferença sem alarde, sem que saibam. Quero mais do que posso, me escondo menos do que deveria, digo mais do que poderia. Às vezes é preciso esforço para manter-me apenas na observação, dá vontade de falar, de gritar, de dizer o que penso e fim. Mas é preciso manter a calma, segurar firme e olhar mais um pouco, porque é olhando que se aprende. E não pense que olhar com os olhos basta, precisamos olhar com os olhos que ninguém vê. Com os olhos do coração. É esse olhar que enxerga o verdadeiro, que vai além do que nossas pupilas podem chegar. O coração então é a chave da alma, do mistério e da sabedoria. Mais observação para que tenhamos mais consciência. Falar menos, ouvir mais. Provar menos, compreender mais. Ser menos, para crescermos mais.

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À flor da pele: Meu avião sem rumo

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Imagina só, eu e você, viajando o mundo, enfrentando perigos, matando dragões, desvendando mistérios, superando tragédias. Imagina só a gente percorrendo caminhos distantes, sofrendo questões dolorosas, passando por aflições. Abro o meu armário da sala, há dezenas de histórias ali. Algumas me fizeram chorar com uma tragédia bem no meio de um grande amor. Outras me arrancaram sorrisos encantados com amores dos sonhos. Algumas dessas histórias me envolveram em mistérios, que eu quase tive um ataque cardíaco enquanto não descobri. Algumas me levaram para experiências que sempre quis viver mas nunca tive a chance. Cada um dos livros, alguns até esquecidos com o tempo, foram como aviões para mim. Embarquei, apertei bem o cinto e me deixei levar, um avião sem destino certo. E entre tantas emoções vividas através da leitura de uma história encontrei semelhança com a minha pequena realidade. Afinal, a linha entre a realidade e a fantasia é tênue. Sim, quase imperceptível. Quer ver? Não houve algum momento da sua vida onde um acontecimento doloroso acabou com uma felicidade enorme em apenas alguns segundos? E vai dizer que nunca passou por um amor platônico, que quase te arrancou o coração fora? E os dragões? Aqui eles não são bichos que cospem fogo mas podem ser toda dificuldade que é encontrada no dia a dia. São os obstáculos que a gente luta, pra tentar chegar no esperado final feliz. Portanto a vida é como um livro e um livro pode dizer coisas sobre a vida, sobre a minha, a sua, a de quem quiser se encontrar. E justamente por tal motivo a leitura se faz necessária, para suprir a alma da necessidade da sensibilidade, para trabalhar nosso senso crítico de ligar fatos fantasiosos com nossa realidade. Ler se faz necessário, repito NECESSÁRIO, porque abra a mente, faz o coração mais feliz por sentir emoções únicas dentro de nós mesmos, naquilo que acontece na nossa imaginação. Nos faz conhecer pessoas, que mesmo irreais podem se parecer muito com as que convivemos. Os livros me mostraram mundos novos, me fizeram carregar no coração personagens que de tão envolvidos que estavam comigo pareciam caminhar ao meu lado. Provocaram em mim sensações incríveis e me ensinaram lições que eu provavelmente jamais vá esquecer. Por isso, nessa semana literária, quero te pedir pra dar uma chance. Escolha uma boa história, e embarque nesse avião sem rumo. Se desligue da preguiça e deixe que sua imaginação trabalhe e te mostre como resultado um misto de emoções que você nunca sentiu antes. Ler é sentir e sentir é como estar ainda mais vivo e não simplesmente estar aqui. Leia mais, leia sempre, leia o máximo que puder ler.

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Semana Literária: 10 perguntas literárias!

Olá, olá! Mais um post em comemoração a nossa semana literária aqui no blog. Hoje eu trouxe pra vocês uma tag com a participação da Claudia Souza do blog Leitora em Londres e do João Pedro Mesquita do blog Horrorshow. Acompanhei algumas resenhas deles e vi o quanto gostam de ler e quanto entendem do assunto, por isso os trouxe como convidados especiais para responder essas perguntas literárias. Conheçam então os gostos desses dois apaixonados por livros e aproveitem para conhecer títulos e personagens novos.
tag literária

Claudia Souza – 18 anos – Estudante de Psicologia e autora do blog Leitora em Londres – Gosta de livros de mistério 

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1- Minha capa mais bonita é do livro Antes que eu vá!

2- Muito difícil essa pergunta hehe Augustus e Tobias

3- Acho que o Harlan Coben! Sou uma grande fã de tudo que ele escreve, espero conseguir um autografo dele na Bienal esse ano.

4- Acho que Para Sempre a historia que inspirou o filme. A historia é linda, mas eu achei muito parado o livro por isso não leria de novo

5- Perdão, Leonard Peacock, mas depois o livro melhora.

6- Impossível escolher só um 😦 mas acho que Kent e Sam de “Antes que eu vá” (outras opções  Harzel e Augustos de ACEDE,  Alasca e Miles de Quem é você, Alasca?  ♥)

7- Um dos vilões que eu mais gostei foi o Cupido de A casa de Hades e Alice de Bela Maldade que é uma personagem fantástica.

8- Acho que eu não mataria nenhum personagem haha mas um dos personagens que mais me irritou foi o Tiny deWill & Will”

9- Alice no País das Maravilhas ♥ hehehe

10- O livro mais fino que eu tenho é O Pequeno Príncipe com miseras 91 paginas e o livro mais grosso que eu tenho é Introdução à Psicologia com 732 paginas, um verdadeiro tijolo haha como não sei se vale livros de psicologia o segundo mais grosso é Amanhecer com 567 paginas.

 

João Pedro Mesquita – 17 anos – Estudante de Ciências Biológicas e colaborador no blog Horrorswow – Gosta de livros de fantasia

João

1- Difícil. Algo me agrada bastante na capa de O Lobo do Mar, de Jack London, na edição da Zahar (aliás, as edições especiais da Zahar são todas muito bem feitas). Mas não sei, acho que não tenho livros muito bonitões. Enfim, não sei eleger a capa mais bonita.

2- Vish. Não traria ninguém. Melhor deixar cada um vivendo no seu próprio mundo.

3- Essa é fácil, e minha resposta não tinha como ser diferente. Sem dúvidas, entrevistaria J. K. Rowling. Não adianta, por mais que Harry Potter seja uma série bem infanto-juvenil, foram os primeiros livros gordos que li, e se hoje eu prezo tanto pela leitura, a culpa é deles. Não preciso nem fazer elogios ao trabalho dela, é desnecessário. Foi mal pela resposta meio batida, mas é isso aí.

4- Geralmente, eu acabo pesquisando bastante sobre um livro antes de comprar, então é difícil eu ter livros que não me agradem. Quando resolvo comprar algum título do nada, acabo acertando meio sem querer. Ou seja: eu gosto dos meus livros. Masss, um livro que eu não leria de novo é Quem é você, Alasca?, do John Green. Eu já sabia que ia encontrar uma história bem daquelas-pra-passar-o-tempo, mas o livro realmente não me prendeu muito, e por mais que a escrita do autor flua bem, preferia ter passado meu tempo vendo o filme do Pelé.

5- Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski. Não que o livro seja ruim – muito pelo contrário, está entre os meus preferidos -, mas como são vários detalhes da história e muitos nomes de personagens russos (que, inclusive, são chamados pelo nome uma hora e por uma forma de “apelido” em outras), acaba gerando certa confusão. Ao final do livro, tudo é esclarecido, pois os acontecimentos vão sendo retomados durante a escrita; mas no decorrer da leitura, lembro de ter me confundido diversas vezes e voltado algumas páginas para relembrar certas minúscias da história. Aliás, fica aqui minha recomendação: leia essa obra-prima de Dostoiévski (não se assuste por ser um clássico, realmente vale a pena).

6- Um casal? Não sou muito de histórias românticas, mas tendo que escolher um casal, com certeza Anne Frank e Peter Van Daan. Por ser um relato real, por ser um amor inocente e sincero, um refúgio da triste realidade que aquelas crianças viviam. Tudo bem, é uma história infeliz, mas creio que o carinho de um pelo outro foi fundamental para terem um pouco de paz em meio ao inferno que devem ter vivido.

7- Vamos de um vilão legal e um podre. Se HQ também é literatura, o Coringa tem que ser o legal, porque simplesmente é um dos melhores vilões já criados. Tudo bem, estou sendo influenciado pela atuação brilhante de Heath Ledger nos cinemas, mas que o Coringa é ferrado – pra não dizer outra coisa -, não há como negar. O podre eu deixo a cargo de Mrs. Coulter, de As Fronteiras do Universo. Ela é sem graça.

8- Joffrey Lannister, de As Crônicas de Gelo e Fogo. Ninguém precisa dele.

9- Beleza, não vou citar HP de novo, apesar de ser a resposta óbvia. Acho que seria legal viver em Nárnia, ou talvez em Westeros (apesar da treta infinita e de que provavelmente eu morreria, afinal, todo mundo morre em Westeros). Em geral, mundos fantasiosos são uma morada bastante atraente. Imagina que legal ter um truta leão falante.

10- O maior livro na minha estante é As Crônicas de Nárnia, de C. S. Lewis, com 750 páginas. Quanto ao menor, há um empate: Quadribol Através dos Séculos, de Kennilworthy Whisp e Animais Fantásticos e Onde Habitam, de Newt Scamander, ambos com patéticas 63 páginas.

Obs: esses dois mini-livros são, na verdade, de J. K. Rowling; são livros complementares ao universo de Harry Potter (dessa vez, a culpa não é minha). Há boatos de que sairão filmes baseados em Animais Fantásticos e Onde Habitam. Filmes baseados num livro de 63 páginas que nem tem uma história hehehe BOATOS.

 

Bom, então é isso. Gostaram das respostas? Reparem que os títulos levam à links para que saibam mais sobre cada um e que comprem se gostarem. Tudo isso é para promover ainda mais o gosto pela leitura, porque não há nada melhor do que se envolver em histórias, desenvolver o senso crítico, a imaginação e ainda se divertir em outros mundos.

Espero que tenham curtido e não esqueçam de visitar os blogs!

despedida de posy