À flor da pele: Inventando moda

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Moda é tendência, tendência é o que tá todo mundo usando portanto moda é coisa de quem tem mente fraca e vai pela massa. Certo? Pois digo que é errado, pra lá de errado, muito mais do que errado. Criaram uma ditadura na moda que chega a assustar e mais assustador ainda é o conceito que se tem dela. Desde meus primórdios tenho uma paixão por essa arte e hoje a vejo como uma forma de expressão, uma forma de ser você mesmo. A moda é o conceito de uma época, é o espelho do que se passa dentro de quem a cria, e pode acreditar que hoje não são mais os grandes estilistas que podem inventar moda, todos nós podemos, o tempo todo. Moda é abrir o guarda roupa e enxergar em algumas peças de roupa um mundo de possibilidades e combinações, milhões de faces de si mesma. O erro é que nos vestimos de regras, quando na verdade deveríamos nos vestir apenas de nós mesmos, de quem quisermos ser. Moda não é sobre o que nós vestimos, mas sobre o que as peças que vestimos dizem sobre nós e elas dizem muito, pode acreditar. O casaco que você escolheu porque é colorido e te alegra, o sapato alto que você decidiu usar porque te levanta e aumenta seu astral. Você escolhe o que quer usar e pode sim usar com o que quiser, é só acrescentar sempre uma boa dose de bom senso.

A diversão que existe por trás de todo o universo das combinações de estampas, tecidos, peças e tantas outras coisas é maior do que qualquer futilidade que pode existir nesse mundo fashion, e é isso que me encanta, a maneira como a moda pode ser divertida e possível. E outro erro ainda pior é acreditar que a moda está associada ao dinheiro, ao quanto você pode pagar para ter um guarda-roupa completo, e eu te digo que muitas vezes o que você tem agora, suas peças simples de muitos anos podem ser redescobertas se forem vistas de outra forma, por um outro ângulo. Corta daqui, cola de lá, prega daqui, borda de lá, combina com isso, coloca mais esse e pronto, você é outra. Sobe num salto então que aí você é nova. E é assim que a vejo, uma expressão de quem somos, uma forma de escapar dos dias chatos, uma forma de me redescobrir a cada vez que abro o guarda-roupa e penso que não tenho nada pra vestir, e aí eu me reinvento e descubro que posso ir além, que eu sou mais de uma, que sou muitas, que talvez eu tenha um pouco de todas dentro de mim. E aliás, quem de nós não tem?

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