À flor da pele: Somos todos humanos.

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Sou humana. Eu sinto muito. Sinto dores de cabeça se durmo pouco (o que acontece quase que diariamente), sinto dores no peito quando gritam comigo. Sinto cansaço se tenho muito o que fazer, sinto felicidade se cumpro com os meus objetivos. Sinto amor pelas pessoas que me rodeiam e que me que querem bem, sinto pena de quem ainda não aprendeu sobre o amor. Sinto vontade de ficar o dia todo na cama em dias nublados (e alguns ensolarados também, confesso), sinto vontade de sair por aí pra fazer alguma coisa diferente que eu nem sei bem o que. Sinto vontade de abraçar quando alguém tem algum gesto gentil ou carinhoso, sinto vontade de dar tapa na cara quando alguém age de maneira grosseira. Sinto raiva quando me julgam errado, quando inventam coisas, quando me fazem de boba, sinto paz quando me pegam pela mão, quando me abraçam apertado ou me oferecem ajuda. Sou humana, dessas que acorda cinza e vai dormir azul. Sou dessas que se tranca no quarto e chora por se sentir sozinha, mas que depois, quando a calma chega, percebe que existem poucas pessoas leais ao seu lado, mas que essas poucas são boas e eternas. Sou dessas que queria sair mais, que queria ter mais amigos, que queria ter mais tempo e menos peso no ombro e na mente. Sou dessas que queria perder a localizada na barriga, mas que morre de preguiça de ir fazer exercício. Sou dessas que reclama do peso, mas não troca o prazer de comer chocolate por nada. Sou garota, adolescente, assim como você que lê, que ainda é ou que já foi. Sou humana e afinal, quem não é?

O que quero dizer hoje é que existem coisas, além das que eu citei acima, que nos tornam iguais. E aí caminhamos por aí com ar de superioridade, com o nariz lá em cima, como se nosso sofrimento fosse maior, como se nossos problemas fossem piores, como se nosso jeito de ser fosse o certo ou o mais perturbador. Nos colocamos como vítima na maior parte das vezes e nem nos damos conta disso. Esquecemos que somos mais parecidos do que pensávamos. Esquecemos que cada um tem seus próprios problemas e sofre com eles, nem mais nem menos, só você sabe como é difícil carregar suas dores e preocupações. Esquecemos todos os dias de que fazer pose não adianta nada, que todos nós passamos por momentos de fraqueza. Esquecemos que todos nós temos choros trancafiados com medo de sair, e um riso largo que pode iluminar o dia de alguém. Esquecemos que todos nós temos defeitos, e além disso muitas qualidades. E é por isso que nos odiamos, que nos afastamos, que nos guardamos para nós mesmos. Precisamos apenas nos lembrar, a cada vez que o dia nascer, que todos nós somos seres humanos e que cada um sabe o mal que enfrenta. Precisamos lembrar que precisamos um do outro, e que a qualquer momento alguém pode precisar de você. Chega de poses, vamos revelar nosso íntimo, nossa verdade. Não há motivos para se envergonhar de ser humano, de sentir muito, de rir, de chorar, de amar, de errar, de se arrepender e de mudar.

No dia em que nos assumirmos, com todas as nossas dores e todas as nossas alegrias, com todos os nossos piores defeitos e nossas maiores qualidades, e quando aprendermos aceitar os outros da mesma forma, saberemos dividir o peso dos dias e tudo então se tornará mais leve. Nós, os dias, a vida. Sejamos então nós mesmos e deixemos o outro ser também.

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