Do amor: Incerto.

Essa categoria é nova por aqui. E se ainda não entendeu do que se trata, explicarei. Bom, durante a pesquisa que fiz antes da mudança na Estação 7, me pediram muito que falasse mais sobre o amor. Como sou completamente a favor do amor, pensei em criar um categoria especial para ele. Aqui teremos relatos, fotos, textos fictícios (ou nem tanto), enfim, uma infinidade de coisas relacionadas ao amor e seus diversos tipos. Porque é ele que nos move, que sussurra no ouvido: vale a pena viver!

Pra começar trouxe um texto fictício, já que tratarei de várias experiências que o amor pode levar, mesmo sem nunca tê-las vivenciado. E espero que gostem!

A rua escura ainda tem a marca dos seus passos, na esquina, na calçada, no jardim em frente a casa. No ar ainda paira aquele cheiro de menta que me fazia perder a cabeça. E não quero que isso pareça mais uma daquelas cartas que te enviei, em momentos de fraqueza, tetando justificar sua falta e o quanto eu ainda te queria aqui. As cartas não funcionaram e eu já deveria saber. Hoje a vontade de te escrever é cada vez menor e como me orgulho disso, mas apesar disso existe um aperto no peito que me faz perguntar: o que teria sido de nós se houvesse uma outra chance? Talvez seu jeito politicamente correto pudesse ter se acostumado com a minha rebeldia, e talvez eu poderia ter aceitado as suas amigas. Mas a verdade é que pensando um pouco mais, eu não mereço um amor se. Nosso romance foi todo assim: talvez a gente se veja, talvez eu te ligue, talvez a gente alugue um apartamento, talvez a gente se ame. E cansei. Cansei desse talvez que impregnou e nos distanciou, que nos desmereceu, que não fez questão de nada. A sua risada ecoa na minha mente de vez em quando, entre piadas que os amigos contam, e toda vez que troco de canal e vejo aquele time que você amava confesso que vem uma saudade de te ouvir dizendo o quanto eles mereciam a vitória do campeonato. Na caneca, ainda tem a marca do resto do suco que você deixava e que me irritava. O canudo no copo ainda gira constantemente, afinal era sua mania, não? Girar o canudo sem parar e sem reparar. No canto da sala ainda está o abajur que você adorava deixar ligado mesmo quando não precisava,porque adorava aquela luz amarelada. Ainda tem muito de você aqui, em mim, nos meus cantos, nos meus passos e penso que é normal, porque a intensidade com que se vive um amor faz dele uma marca, que talvez jamais suma. Olha o nosso talvez aí outra vez. Pois é, talvez eu te esqueça pra sempre, talvez sempre carregue uma parte sua aqui, e não sei dizer qual das duas opções se tornarão certeza. Mas sei dizer que entre tanta coisa que você deixou aqui, uma se tornou mais importante. A lição de que um amor incerto não nos leva a nada, que embora seja um sentimento tão confuso, é preciso ter certezas pra seguir em frente. E eu não quero ficar parada aqui pra sempre.

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