Palavras soltas ao vento: Eu erro, tu erras, ele erra…


O notebook ainda está aqui e eu não poderia deixar passar a oportunidade de falar com vocês. Então aqui vai mais um dos textos que decidem brotar do fundo do meu coração. Por motivos do quais só minha alma sabe mas que sua alma, por motivos nem tão iguais aos meus, poderá entender também.DSC06806

Erro, vem do verbo errar, com significado tal qual ato de errar, equívoco, engano, uso impróprio ou indevido. E como estamos errando. Primeiro te peço que não desista de ler por aqui, sei que parece uma teoria pessimista, ou mais um daqueles textos que só nos farão acreditar menos em nosso potencial, mas prometo que não. Que esse texto trará mais esperança do que parece até agora.

Mas até que ponto errar é errado? E até que ponto é humano, afinal? Digo por mim que até todos os pontos. O ato de errar, ou o erro, sempre foi algo humano, natural, inevitável. Já errei quando escolhi sair de casa sem guarda chuva e nem ouvi minha mãe dizer que cairia a maior tempestade mais tarde. Já errei quando disse coisas sobre outras pessoas que não eram certas, que eram apenas pré julgamentos. Já errei quando escolhi ficar mais tempo com quem não me fazia mais tão bem assim. Já errei centenas de vezes e com muitas pessoas por aí. Agora pergunto, quem é que nunca errou? Que atire uma granada quem nunca se equivocou em relação a alguém ou alguma situação. Que diga agora quem nunca errou por ter tentado mais o que não daria certo nunca. Eu, você, todos nós. Mas hoje em dia é difícil ter essa percepção, é difícil aceitar que erros são comuns para todos nós. Cada um com os seus mas todos com ele. O erro é presente a cada dia, é o que nos leva até as lições que nos tornaram mais sábios, mais completos, mais preparados, mais fortes. O erro não é e nem precisa ser abominável, nunca. Se fossemos sempre tão corretos em tudo na vida, aí não teria a menor graça viver. Não comeríamos o bolo antes de esfriar e não sentiríamos o delicioso sabor dele queimando a língua. Não teríamos aprendido o alfabeto se não tivéssemos trocado a ordem das letras. Não teríamos aprendido a contar se não tivéssemos errado a sequência dos números. Não teríamos aprendido quase nada se não houvéssemos errado antes. E talvez nossos momentos prazerosos na vida vieram a partir de um erro, erro que nos levaram até coisas boas.

Somos todos seres de um mesmo mundo, cada um com seu universo particular do qual não sabemos absolutamente nada. Saber o nome e boatos que são espalhados pelas esquinas é pouco para apontar o dedo. Saber a história é que complica, saber o que se passa no dia a dia, na família, dentro de casa, na escola e no coração, aí está o problema. Julgamos sem saber absolutamente nada e aí erramos, por acharmos que sabíamos mesmo era de tudo. Só que chegou a hora de aprendermos a lição mais importante a qual o erro pode nos levar, e isso vale como lembrete pra mim, pra você e pra todos: não condene situações das quais você desconhece. Não diga o que quiser como se tivesse o direito de ferir corações, como se tivesse o direito e obrigação de fazer mal ao outro. Precisamos nos empenhar mais em conhecer, em saber verdadeiramente para então falarmos, agirmos, apontarmos e tantas outras coisas. Não se julga o que ainda não se conhece em plena verdade. Porque julgamentos ferem o coração tanto quanto facadas no estômago. E vamos combinar que de sofrimento já estamos cheios. É a era de cultivar sorrisos. – Escrito por: Rebeca Chaves

 

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