Palavras soltas ao vento: Fome, mas que fome.

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Dizem que quando uma menina quer mudar a cor dos cabelos é porque algo dentro dela não está como antes, e tal mudança de cor seria supostamente apenas uma expressão externa dessa metamorfose interna. Hoje eu acordei querendo tons avermelhados nos meus fios, coisa pra lá de radical, da qual sempre tive vontade mas nem sempre coragem. E hoje acordei cheia dela, da coragem para renascer, para transformar a mim mesma seja por dentro, seja por fora. O coração muitas vezes se acostuma com a rotina, com os mesmos lugares tranquilos, as mesmas pessoas agradáveis, os mesmos rostos contentes e satisfeitos. E aí a gente acaba se esquecendo da dimensão que esse mundo tem. E não digo somente de forma física. Esquecemos que em outros cantos há grandes experiências para serem vividas, assim como grandes pessoas esperam por nós, para nos conhecer, para mudar nossas vidas. Assim como lugares extraordinários esperam para serem aplaudidos. Esquecemos de como nosso coração é infinito, de quanta emoção há de caber dentro dele. E então nos esquecemos que nossos passos podem ir mais adiante e nos levar mais longe, que nosso horizonte é mais amplo, que nossa alma é mais intensa e que ela tem escondida, bem lá no fundo, essa sede de transbordar coisas boas. Acordei querendo transbordar, querendo me arrepiar, querendo mergulhar mais fundo, sem medo da maré me levar. Acordei querendo mudar o mundo. Sabe aquela vontade de ver o que tem depois daquela montanha? É como isso, essa curiosidade de saber o que o novo nos guarda. Tem dias que a gente acorda mesmo assim, meio do avesso, de ponta cabeça. E não é errado não. É só coração te avisando que você não precisa ficar estático, acomodado, sempre no mesmo ponto por desconhecer o que te espera nos pontos finais, ou nas vírgulas, ou nas reticências, ou até nas exclamações. A gente precisa mesmo ter coragem, correr atrás dos nossos sonhos, nos libertar do medo que nos aprisiona. O mundo pode ser perigoso, mas ainda fico com a liberdade, com o direito de abrir as gaiolas e voar. Escolho o lado de quem quer descobrir o que há do outro lado do muro, o lado de quem quer seguir seus maiores e mais loucos desejos, escolho o lado de quem quer se aventurar, de quem tem a audácia de realizar seus anseios. Hoje eu acordei assim, de um jeito diferente, com uma fome tão grande que remoeu meu estômago. E não era chocolate o que eu queria. Era aventura, e das boas. – Escrito por: Rebeca Chaves

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