Palavras soltas ao vento: Sobre o amor.

São quase duas da manhã e eu ainda estou aqui. Olhando para o telefone e esperando algo acontecer. Talvez você ligue, talvez me abandone. Não faz diferença. Ou faz toda diferença. Eu minto pra mim dizendo que nem me importo mais, mas a verdade é que o som doce da sua voz me acalmaria os ânimos, me situaria pelos ares, me faria tremer feito um ataque epilético. Sua voz é tudo que quero agora. Sussurrada só pra nós dois, gritada para os sete cantos, não importa. Eu só queria ouvir você dizer o que seu coração quer mesmo dizer. Chega de aflições, melhor dormir. Mas e se você ligar como prometeu há meses atrás? E se você mandar sinal de vida e eu estiver morta na cama? Não poderia correr o risco. Se bem que amar-te tem sido um risco, sempre foi. Como me atirar do décimo andar sem saber se alguém estaria lá embaixo pra me acudir. Mas eu me joguei, me atirei nos teus braços sem medo. Eu deveria ter temido, deveria ter pensado. Mas acho que é essa a graça do amor. Se tem razão, já deixou de ser amor. – Escrito por:  Rebeca Chaves

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